Diante da necessidade que se afirma em nossa realidade
de melhor relacionar os sistemas jurídicos
e sociais, o Direito precisa recolocar seus desafios
neste novo século a fim de superar a tradição
formalista que valoriza a dogmática jurídica
evitando assim a reprodução da crise
jurídico-política que atravessamos.
Aliado a isto, a conjuntura neo-liberal impele
ao fim do Estado Social articulando um “Estado
Mínimo” que coloca em risco os direitos
consolidados para os trabalhadores brasileiros
que tem como resultado a desvalorização
da esfera pública estatal, incluindo-se
as instituições jurídicas.
Nesta condição de sensível
esfacelamento há que se colocar a necessidade
de valorização da formação
dos profissionais do Direito tanto para o Estado
como para a Sociedade Civil. Assim, nossos egressos
estarão aptos para as profissões
jurídicas clássicas (magistratura,
ministério público, procuradorias
de justiça, órgãos de fiscalização,
etc...) e também para o aperfeiçoamento
da advocacia em relação às
demandas sociais permitindo uma maior autonomia
técnica enquanto resultado de uma formação
inicial crítico-reflexiva.
A crise dos mercados, vivenciada no final de 2008,
demonstra claramente a necessidade de formar um
profissional que entende a nova realidade que
se impõe: o excesso financeiro com o rápido
esgotamento dos recursos naturais coloca em risco
a vida no planeta Terra. Um Estado voltado para
as demandas dos excluídos é necessário.
O egresso tem que sair com uma visão técnica
humanística e de preservação
ambiental.